As pessoas nascem líderes ou se tornam líderes?

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Por Jack e Suzy Welch (link)

Para algumas pessoas, a questão de se nascer líder ou tornar-se um é bastante intelectual – material para debate em sala de aula ou em um jantar. Mas para quem está na linha de frente, em posições de contratar, promover e demitir, a pergunta “Quem tem o necessário para liderar?” é mais urgente. Ter a resposta certa pode levar a cultura e o desempenho de uma organização para outro nível. Ter a resposta errada também pode – para pior.

E qual é a resposta? Como estamos falando da vida real, não é claro nem simples. O fato é que alguns traços de liderança são inerentes à pessoa, e eles são significativos. Eles fazem muita diferença. Por outro lado, dois traços fundamentais de liderança podem ser desenvolvidos com treinamento e experiência – na verdade, eles precisam ser desenvolvidos.

Mas antes de continuar, vamos falar sobre a nossa definição de liderança. Ela é composta por cinco traços essenciais. Esses traços não incluem integridade, que é um requisito em qualquer posição de liderança, nem inteligência, que também coloca qualquer um no jogo nesse mercado global complexo dos dias de hoje. Eles também não incluem maturidade emocional, outra necessidade. Essas três características são básicas – são pressupostas.

Portanto, vamos além delas. Com base na nossa experiência, o primeiro traço essencial de liderança é energia positiva – a capacidade de fazer várias coisas, com disposição e uma atitude positiva nas situações boas e ruins.

O segundo é a capacidade de contagiar as outras pessoas, liberando a energia positiva delas para encarar qualquer negócio.

O terceiro traço é firmeza – a capacidade de tomar decisões difíceis, dizer sim ou não, e não talvez.

O quarto traço é o talento para realizar – ou simplesmente, fazer com que as coisas aconteçam.

Em quinto e último lugar, os líderes são entusiasmados. Eles se importam de verdade. Eles suam a camisa; eles acreditam.

Como você deve ter percebido, energia positiva e capacidade de contagiar são características “programadas”. São basicamente parte da personalidade. O entusiasmo também parece ser inerente. Algumas pessoas já nascem cheias de intensidade e curiosidade; elas amam as pessoas, a vida e o trabalho. Faz parte delas. Elas são assim.

Firmeza e capacidade de realizar são diferentes. Novos contratados raramente mostram essas características de forma bem trabalhada e mesmo gerentes de nível médio se beneficiam ao melhorar esses aspectos. Mas o melhor ensinamento para esses dois traços é a trincheira. Isso porque firmeza e realização são, em grande parte, uma função da auto-confiança. Você pode dizer sim ou não de maneira muito melhor quando já fez isso várias vezes e viu como ser decidido funciona bem. Da mesma forma, somente em desafios da vida real os gerentes conseguem realmente sentir o poder se fazer as coisas com rapidez, exigir responsabilidade e recompensar resultados. Eles também podem vivenciar os danos causados por não fazer as coisas acontecerem – um erro que a maioria dos líderes eficientes não comete duas vezes.

Então as pessoas nascem líderes ou se tornam líderes? A resposta (talvez não seja surpresa) é os dois. Sendo assim, sua melhor estratégia é contratar com base na energia, na capacidade de contagiar e no entusiasmo. Faça bastante treinamento e desenvolva a firmeza e a realização. Promova as pessoas que tenham uma boa dose de todos os cinco traços. No entanto, lembre-se sempre que nem todo mundo nasceu para ser líder. Mas desde que você mesmo seja um líder, é seu papel encontrar e desenvolver aqueles que nasceram para isso.

Jack Welch é Presidente Executivo do Jack Welch Management Institute. Através do seu programa de MBA online, o Jack Welch Management Institute transforma as vidas dos seus alunos dando a eles as ferramentas para tornarem-se líderes melhores, montarem grandes equipes e ajudar suas organizações a crescerem.

Suzy Welch é co-autora, com Jack Welch, do livro  MBA da Vida Real – Como pensar o negócio, criar uma equipe talentosa e VENCER, que estreiou como best-seller #1 no Wall Street Journal e no Washington Post e do livro Vencer, best-seller #1 do Wall Street Journal e internacional.